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11/03/2009
Rio Deserto renova parceria com Projeto Felinos do Aguaí
 

 

Há três anos estudando as espécies que habitam na Reserva Biológica do
Aguaí (Rebio), o Projeto Felinos do Aguaí identificou a presença
abundante de felinos, tatus, catetos e iraras. Agora, em sua segunda
fase, o projeto irá registrar essas espécies e investigar sua genética
e a forma como vivem. As Empresas Rio Deserto, apoiadora do Felinos do
Aguaí, renovou nesta quarta-feira, 11, a parceria com a bióloga
Micheli Ribeiro Luiz, para a continuidade das pesquisas. O contrato
foi assinado após apresentação dos dados para a imprensa, no
escritório central da empresa. A Rio Deserto é patrocinadora única do
Projeto Felinos do Aguaí.

A Reserva Beiológica do Aguaí abrange áreas dos municípios de Treviso,
Siderópolis, Nova Veneza e Morro Grande, confrontando-se a oeste com o limite municipal de Bom Jardim na Serra. Através de armadilhas
fotográficas, foi possível contatar que das dez espécies registradas,
cinco foram mais abundantes: tatu, cateto, irara, felinos
gato-do-mato-pequeno e gato maracajá. A bióloga Micheli Ribeiro Luiz
explica a abundância de cada espécie pode estar refletida na qualidade
ambiental da área. “Cada espécie tem um intervalo de tolerância em
relação às variáveis ambientais. Além disso, a atividade da caça é
bastante comum na área, o que sugere que esta prática pode ter
impactos significativos sobre as populações de mamíferos”, diz.
Outra informação extraída da pesquisa foi à comparação da diversidade
de espécies entre as Unidades de Conservação. Segundo o levantamento,
a diversidade das espécies da Rebio em relação a Reserva Ecológica do
Caraguatá foi ligeiramente inferior, porém, em relação aos ambientes
do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, se mostrou superior. ‘Estes
resultados podem ser reflexos do estado de conservação de cada unidade
de conservação”, afirma a bióloga.
Além do desenvolvimento de pesquisas será dado continuidade aos
trabalhos de educação ambiental, onde o projeto busca ampliar suas
ações por meio da visitação na unidade de conservação e valorizar
aspectos fundamentais do local, como história de vida dos moradores da
região.