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24/10/2008
Audiência pública encerra processo do Termo de Ajustamento de Conduta das Empresas Rio Deserto.
 

 

As Empresas Rio Deserto encerraram nesta semana todas as ações previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre as empresas mineradoras e diversos órgãos públicos no ano de 2005. Naquela data, Ministério Público Federal e Estadual, Fatma e DNPM, entre outras instituições, estabeleceram uma série de melhorias e adequações a serem realizadas pelas indústrias carboníferas para que continuassem operando.

Na noite de quinta-feira (23/10), as Empresas Rio Deserto realizaram audiência pública na comunidade de Itanema, em Lauro Müller, para apresentar todas as ações implementadas e os resultados obtidos. A audiência foi o encerramento do TAC para a Rio Deserto, a primeira empresa mineradora a concluir as ações exigidas no Termo.

Entre as ações apresentadas na audiência pública, estão a implantação da Estação de Tratamento de Drenagem Ácida de Mina, Impermeabilização do pátio, readequação da rede de drenagem, a instalação de taludes de isolamento e de calhas de coleta de efluentes no beneficiamento, o enclausuramento das correias que transportam o carvão para fora da mina, e a adoção do "espessador de lamelas", tecnologia de beneficiamento que dispensa bacias de decantação. A maior parte das obras realizadas na Unidade de Extração Barro Branco, em Lauro Müller, foi para evitar a contaminação do solo e da água. Além disso, foram recuperados antigos depósitos de rejeitos, áreas já mineradas, melhorado o sistema de transporte e vias de acesso. “Nós aproveitamos o TAC para adequar a unidade de uma forma bem ampla”, explicou a engenheira Rosimeri Redivo,
responsável pela área de qualidade e meio ambiente das Empresas Rio Deserto.

Presente na audiência, o procurador do Ministério Público Federal, Darlan Dias, disse que a reunião representava um “dia muito feliz” porque mostrava para a população os bons resultados do trabalho iniciado em 2004, quando foi assinado o protocolo de intenções entre os órgãos ambientais, dispositivo anterior à assinatura do TAC. Ele explicou que, na época, os órgão ambientais se uniram para determinar uma estratégia para controlar com equilíbrio a atividade de mineração. “A maioria das mineradoras que assinaram o TAC reconhecem hoje que foi melhor para o setor, que passou a ter mais credibilidade”, destacou. “O TAC foi um instrumento bem-sucedido e, no caso da Rio Deserto, posso dizer, em nome do Ministério Público, que a empresa cumpriu com todas as exigências e se tornou referência”, acrescentou. O gerente regional da Fatma, Alexandre Guimarães, reforçou a afirmação do procurador: “as Empresas Rio Deserto são referência na criação de novas tecnologias”.

O procurador da República, Darlan Dias, destacou que o TAC foi estabelecido apenas para os empreendimentos mineiros antigos. “Para as novas minas, a tolerância é zero”, declarou. As Empresas Rio Deserto seguem esta linha de atuação e os novos empreendimentos estão sendo implantados em um formato totalmente novo. “As novas unidades de extração deverão ser inauguradas em total conformidade com a ISSO 14.001”, explicou a engenheira Rosimeri Redivo, referindo-se à norma internacional sobre o sistema de gestão ambiental.