22
dez

2017

Relatório de atividades do Instituto Felinos do Aguaí é apresentado às Empresas Rio Deserto

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Foto_Felinos

As atividades desenvolvidas neste ano de 2017 pelo Instituto Felinos do Aguaí foram apresentadas às Empresas Rio Deserto, parceiras do projeto. O Felinos do Aguaí, existente desde 2006, é voltado à defesa do meio ambiente na região carbonífera sul catarinense, com ênfase para a conservação de áreas protegidas, fundamentais para a proteção de felinos silvestres.

A bióloga e coordenadora do projeto, Michele Ribeiro Luiz, explica que o trabalho intenso e os avanços tecnológicos marcaram o ano de atividades. “Em se tratando de pesquisa, um importante passo foi dado no monitoramento dos felinos silvestres, por meio da radiotelemetria, que permite localizar e acompanhar o animal, bem como monitorar os sinais vitais e fisiológicos”, explica. Segundo ela, outro passo importante foi a criação do software FaunaSoft. “O sistema foi criado com o objetivo de disponibilizar um banco de dados da fauna silvestre da reserva, que também serve de fonte de pesquisa para universidades”, justifica.

Durante a apresentação, Michele também ressaltou a importância da captação de recursos por meio de um convênio com a Justiça Federal, que resultou na aquisição de equipamentos de pesquisa, fundamentais ao manejo e conservação da vida silvestre. “Em 2017, o Instituto Felinos do Aguaí também teve a oportunidade de participar de importantes publicações científicas, tanto em âmbito nacional quanto em internacional”, sublinhou.

Em relação ao programa de educação ambiental, a bióloga destacou o envolvimento junto às comunidades. “Com o intuito de contribuir para despertar a consciência para a conservação dos recursos naturais, foram desenvolvidas atividades em vários municípios, incluindo universidades, escolas, clubes de mães, terceira idade e comunidade em geral, totalizando mais de quatro mil pessoas”, justifica.

 

Trabalho intenso seguirá em 2018

Os resultados expressivos do ano de 2017, segundo a bióloga e coordenadora do Instituto Felinos do Aguaí, Michele Ribeiro Luiz, são motivadores para que 2018 seja ainda melhor. “Tivemos excelentes resultados, mas muito ainda há para ser feito. Nossas perspectivas para os próximos anos são boas, sendo que um de nossos próximos passos é angariar mais recursos para a aquisição de colares para os felinos com monitoramento via satélite”, explica. Segundo ela, o apoio das Empresas Rio Deserto tem sido fundamental. “Temos muito a agradecer por esses 11 anos de parceria”, disse.

O assessor administrativo das Empresas Rio Deserto, Edvaldo Apolinário, o Santinho, parabenizou o trabalho realizado. “Ficamos satisfeitos em colaborar com um projeto que tem gerado resultados tão significativos, seja em relação às comunidades ou em relação aos estudos de universidades”, justifica.

 

O Projeto

O Projeto Felinos do Aguaí, desenvolvido em parceria com as Empresas Rio Deserto, já foi premiado cinco vezes. Em novembro de 2016, recebeu o Prêmio Ser Humano SC 2016, na categoria Cases Socioambientais. Em 2009, o projeto foi condecorado com o prêmio nacional Von Martius de Sustentabilidade. Também em 2009, recebeu o prêmio catarinense Fritz Müller. Em 2010, as ações do projeto foram reconhecidas pela ADVB/SC. Em 2011, por sua vez, o projeto foi premiado na 18ª edição do Prêmio Expressão de Ecologia, considerada a maior premiação ambiental da região sul do Brasil. Além das premiações, o Projeto Felinos do Aguaí também já foi pauta do programa Globo Repórter, da Rede Globo, sendo a matéria exibida para todo o Brasil em 2009.

Atualmente, a Reserva Biológica do Aguaí compreende uma área de quase 8 mil hectares, e está localizada em território nos municípios de Treviso, Siderópolis, Nova Veneza, Morro Grande, e também confronta-se com o município de Bom Jardim da Serra.

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